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08/ 12/2017 US$=R$ 3,45 Euros=R$ 4,05

JMJ 2019: Panamá já se prepara

panama

Com a presença do Presidente da República, Juan Carlos Varela, realizou-se o primeiro encontro com a Arquidiocese de Panamá, para iniciar os preparativos para a próxima Jornada Mundial da Juventude em 2019, a ser realizada no Panamá.

O encontro, que contou com a presença da Vice-Presidente e Chanceler, Isabel de Saint Malo de Alvarado, do Arcebispo José Domingo Uloa e membros de sua equipe de trabalho, serviu para constituir diversas Comissões de trabalho que terão por missão definir objetivos precisos em relação à logística, segurança, comunicações, alojamento, transporte, temática, além de todos os aspectos concernentes ao bom éxito do evento.

Em julho passado, ao concluir a JMJ celebrada em Cracóvia, na Polônia, o Papa Francisco havia anunciado que acolhia a solicitação do Arcebispo Ulloa e dos Bispos da América Central para que o evento fosse ali realizado pela primeira vez, elegendo assim o Panamá como sede do evento católico da juventude mais importante do mundo.

Projeto do país
“Este é um projeto do país. Queremos que seja do país, porque a Igreja como tal – sejamos muito honestos – não pode levá-lo sozinha (em frente)”, reconheceu Dom José Domingo. O Arcebispo explicou que contam com a ajuda do Governo, “que vai facilitar toda esta infraestrutura necessária para uma JMJ, para que realmente possa dar os verdadeiros frutos”.

Dom José Domingo Ulloa destacou que “o Panamá tem algo de muito especial”, que é a sua conexão terrestre, aérea e marítima, um elemento que na sua opinião “pesou muito” – junto à recente ampliação do Canal – na hora de escolher o país como sede da próxima Jornada.

panama2JMJ entre janeiro e março?
Também participaram da coletiva de imprensa Dom Jose Luis Lacunza, Cardeal e Bispo de David (oeste panamenho), que reconheceu que se está pleiteando para que o evento seja realizado entre janeiro e março, na temporada seca, ao invés de julho, “já que neste mês chove muito”.

Dom Ulloa sublinhou que agora é hora de formar a equipe e começar a trabalhar e “sonhar” as infraestruturas, as áreas destinadas ao acampamento e a fazer contato com as famílias que “já estão entusiasmadas em poder acolher os jovens”.

Renovação para a região
O Arcebispo expressou seu desejo de que a JMJ seja como “um bálsamo e um ar fresco para toda a região latino-americana e centro-americana”, confiando o evento ao Beato salvadorenho Óscar Arnulfo Romero e a Santa Maria, em Antigua, naquele que é o primeiro local de devoção mariana em terra firme do continente americano.

O Arcebispo do Panamá antecipou que na programação do evento não faltarão “os bailes, os vestidos típicos, a realidade indígena e afro”, e desejou que “as noites serão muito animadas”, com cenários “muito naturais e arejados”.

Estado sem Exército
O Panamá é um Estado sem Exército, o que suscitou questionamentos a respeito da segurança. Neste sentido, o prelado recordou que o país já organizou eventos de nível, como a Cúpula das Américas. No entanto, adiantou que será pedida ajuda aos países limítrofes.

Oportunidade para os jovens
No entanto – ressaltou Dom Ulloa – quem é chamado a levar em frente este projeto são os jovens. A JMJ – de fato – já desde a sua preparação, constitui-se “em uma oportunidade” para os jovens da América Central, para sair “da exclusão e da marginalidade”, e livrarem-se “das garras do narcotráfico e do tráfico de pessoas”, completou.

 

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