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Turismo religioso ou geografia da fé

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O turismo religioso é um fenômeno que mais cresce no mundo. Hoje, com a busca por uma tolerância religiosa em diferentes realidades culturais, pode-se dizer que a experiência religiosa (peregrinação) e a lúdica (turismo) estão muito próximas. Ou seja, há um diálogo frequente entre o sagrado e o profano, sendo mais difícil estabelecer as fronteiras.

Quando se fala em turismo religioso, pensa-se particularmente em lugares que têm alguma característica religiosa e que se tornaram meta de peregrinações. Entre esses lugares, destacam-se os numerosos santuários que formam, como dizia o Papa João Paulo II, “uma geografia da fé”. Para esses santuários, dirigem-se pessoas que, sozinhas, em família ou em grupo, ali buscam uma experiência religiosa. Num Santuário, o fiel cumpre um ritual de tipo penitencial e purificatório.

Para entender essa busca religiosa, é importante voltar no tempo. As peregrinações cristãs têm sua fonte de inspiração no Antigo Testamento, na história de Abraão e nas andanças do povo israelita, retratadas, por exemplo, no Êxodo. Jesus também tinha o hábito de peregrinar a Jerusalém. A Igreja manteve a tradição de visitar os lugares percorridos pelo Messias, consagrados pela sua morte, costume que se perpetuou com as Cruzadas. No Século IV d.C., Helena de Constantinopla, mãe de Constantino I, peregrinou para Jerusalém e descobriu o local da crucificação e os vestígios da cruz original. Com as pregações de São Jerônimo, tempos depois, as peregrinações à Terra Santa se intensificaram.

Então, podemos dizer que uma peregrinação (do latim per agros, isto é, pelos campos) é uma jornada realizada por um devoto de uma dada religião a um lugar considerado sagrado por essa mesma religião.

O mesmo se pode dizer do termo “romaria”, que está ligado à palavra e ao centro da fé: Roma.  Ambas lembram o sentido daquele que é peregrino ou romeiro: trata-se da pessoa que vai a um local religioso para fazer uma experiência de fé.

Alguns realizam este ato buscando o próprio sentido de sua existência, como uma viagem interior, o que ocorre muito, por exemplo, com os que seguem o Caminho de Santiago, para Santiago de Compostela, capital da Galiza, na Espanha. Os peregrinos dirigem-se para a catedral desta cidade, procurando tocar o manto de Santiago, um dos apóstolos de Jesus – acredita-se que seu corpo esteja neste templo. Além de Santiago, os grandes centros de atração de peregrinos são os santuários marianos – pense-se, por exemplo, em Lourdes, Fátima, Aparecida, Guadalupe etc.

É importante lembrar que esses centros religiosos não nasceram de um planejamento, mas de um acontecimento, de um fato religioso ou de fé. Por exemplo: o local das aparições de Nossa Senhora de Fátima aos pastorinhos. As três crianças se afastavam da pequena vila portuguesa para buscar as pastagens mais verdes para os animais. Só depois das aparições e das peregrinações foram criadas estruturas para receber os romeiros.

Hoje, podemos dizer que, com uma peregrinação, busca-se também o que qualquer turista busca: conhecer novos lugares, admirar as belezas da natureza e entrar em contato com locais artísticos. Nas igrejas, admira sua beleza, a arte, a riqueza cultural de gerações passadas, a criatividade dos arquitetos etc.

Meca, Benarés, Jerusalém, Belém, Roma, Santiago de Compostela, Lourdes, Fátima, Medjugorie, Assis, Aparecida do Norte, Juazeiro, Iguape, Pirapora do Bom Jesus, Nova Trento e muitos outros lugares, marcados por devoções oficiais ou populares de religiões, são núcleos receptores importantes em termos da fé e, consequentemente, em termos de turismo.

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